Durante muito tempo, controlar o tráfego de uma rede significava decidir o que podia entrar e sair com base em endereços IP, portas e prtocolos.
Esse modelo continua importante. O problema é que o tráfego das empresas ficou muito mais complexo, e uma lista de IPs permitidos ou bloqueados nem sempre é suficiente para entender o que está acontecendo.
É nesse cenário que surge o Next-Generation Firewall (NGFW). Mas qual é a diferença para um firewall tradicional?
- Como funciona um firewall tradicional?
O firewall tradicional trabalha principalmente com regras baseadas em IP, porta e protocolo.
Esse controle ajuda a criar uma base de segurança para a rede, mas oferece menos contexto sobre o que está acontecendo dentro daquele tráfego.
- O que muda com um Next-Generation Firewall?
O NGFW adiciona mais camadas de inspeção ao controle tradicional.
Além das características básicas da conexão, ele pode identificar aplicações, inspecionar o tráfego, aplicar políticas específicas e detectar comportamentos associados a ameaças.
- Identificação de aplicações
Uma das principais diferenças é a capacidade de reconhecer aplicações independentemente da porta utilizada.
Assim, em vez de simplesmente liberar uma porta inteira, a empresa pode definir quais aplicações podem ser utilizadas, por quem e em quais condições. Isso é importante em ambientes com aplicações em nuvem, ferramentas de colaboração, acesso remoto e serviços web.
- Inspeção e prevenção de ameaças
O NGFW também pode integrar recursos que vão além do controle básico de tráfego, como o IPS (Intrusion Prevention System).
O IPS identifica padrões associados a tentativas de exploração e pode bloquear determinados ataques.
Dependendo da solução, o NGFW também pode incluir recursos como inspeção profunda de pacotes, filtragem web, controle de aplicações e proteção contra malware.
- Por que isso importa para as empresas?
Hoje, a infraestrutura corporativa envolve usuários remotos, aplicações em nuvem, dispositivos conectados, integrações e cada vez mais dados circulando pela rede.
Nesse cenário, controlar apenas IPs e portas pode não ser suficiente. O NGFW permite aplicar políticas mais específicas e ter maior visibilidade sobre o tráfego da organização.
Mas ele não trabalha sozinho. Precisa estar integrado a uma arquitetura de segurança com políticas bem definidas, monitoramento, atualizações e outras camadas de proteção.
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