On-Primise ou Cloud

A decisão entre manter uma infraestrutura local ou migrar recursos para a nuvem não deveria se resumir ao custo dos servidores. Cada aplicação possui requisitos específicos de desempenho, disponibilidade, segurança e escalabilidade que precisam ser considerados no planejamento da infraestrutura de TI.

Na prática, muitas empresas combinam diferentes modelos: mantêm sistemas críticos localmente, utilizam Microsoft 365 e outras aplicações SaaS e executam máquinas virtuais ou serviços gerenciados em ambientes cloud.

O desafio está em definir onde cada workload, ou carga de trabalho, deve operar.

On-Premise, Cloud e os diferentes modelos de serviço

No modelo On-Premise, a empresa mantém sua infraestrutura localmente ou em um ambiente sob sua administração. Isso pode oferecer maior controle direto sobre equipamentos e configurações, mas também exige investimentos em hardware, manutenção, capacidade operacional e atualização tecnológica.

Já a computação em nuvem oferece diferentes modelos de consumo. No SaaS, a empresa utiliza aplicações prontas, como ferramentas corporativas. No IaaS, consome recursos de infraestrutura, como processamento e armazenamento. No PaaS, utiliza plataformas gerenciadas para desenvolver e executar aplicações.

Cada modelo distribui de maneira diferente as responsabilidades entre o provedor e a empresa, o que influencia tanto a operação quanto os controles de segurança necessários.

O que considerar antes de escolher onde executar cada workload?

A decisão precisa levar em conta muito mais do que o investimento inicial. Entre os principais fatores estão:

  • Desempenho e latência: aplicações que dependem de respostas rápidas ou de integração com sistemas locais podem exigir uma análise específica de conectividade e processamento.
  • Disponibilidade e continuidade: requisitos de RTO e RPO ajudam a definir quanto tempo uma operação pode ficar indisponível e qual volume de dados pode ser perdido em um incidente.
  • Segurança e compliance: permissões, proteção de dados, requisitos regulatórios e políticas de backup precisam fazer parte do planejamento.
  • Custos e escalabilidade: o investimento em infraestrutura local (CAPEX) deve ser comparado aos custos operacionais recorrentes (OPEX), considerando consumo, licenciamento, suporte e crescimento da demanda.
  • Capacidade operacional: a equipe precisa ter condições de administrar, monitorar e manter o ambiente escolhido.

Uma migração para a nuvem, por exemplo, não garante automaticamente redução de custos. Sem governança de consumo, dimensionamento adequado e acompanhamento dos recursos utilizados, os gastos podem crescer além do esperado.

Cloud não elimina a responsabilidade pela segurança

Mesmo quando a infraestrutura é fornecida por um provedor, a empresa continua responsável por decisões importantes, como gerenciamento de identidades, permissões, configurações, proteção das informações e segurança das aplicações, conforme o modelo de serviço contratado.

Em ambientes distribuídos, a conectividade também merece atenção. Soluções como SD-WAN, ZTNA e SASE podem contribuir para integrar usuários, filiais, data centers e aplicações SaaS com políticas de acesso e segurança alinhadas à arquitetura da organização.

A melhor arquitetura é aquela que faz sentido para a operação

Não existe um modelo universalmente superior. Algumas cargas de trabalho funcionam melhor em ambientes locais; outras se beneficiam da flexibilidade da nuvem. Em muitos casos, a combinação dos dois modelos oferece o equilíbrio necessário.

A Ferragut ajuda empresas a avaliar suas necessidades de infraestrutura e identificar soluções alinhadas aos requisitos técnicos, operacionais e estratégicos do negócio.

Sua empresa sabe onde cada workload deveria estar e quais são os impactos dessa decisão para os custos, a segurança e a continuidade da operação? Uma arquitetura bem planejada começa com essa análise.